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Óculos de sol, muito além de item fashion
Os óculos escuros já foram muito usados para apagar vestígios de
"quem não tem colírio", segundo Raul Seixas. Hoje eles representam
modernidade e beleza, além de quebrarem um galhão ao evitar a
incidência dos raios de sol sobre a retina. Exatamente por esta
última função é que eles devem ser usados com muito critério
Não basta escolher um modelo descolado e da última moda. "É
necessário, primeiramente, adequá-lo às atividades em que vai ser
usado. No caso de esportes outdoor, isso é crucial. Existem armações
e lentes específicas para ciclismo, remo, vela, esportes com bola,
esqui e outros. Tudo vai depender do tipo de iluminação e da
proteção contra as principais causas de trauma ao olho naquela
atividade", diz o oftamologista Walner Daros dos Santos, colaborador
do setor de doenças externas oculares e córnea da Escola Paulista de
Medicina, Unifesp.
Outro motivo para ficar alerta é se a lente do modelo escolhido
possui filtros protetores. "Eles fazem uma blindagem contra raios
luminosos nocivos. Esses raios, da mesma forma que aumentaram o
índice de doenças de pele, aumentaram a incidência de doenças
oculares. Os raios ultravioletas nocivos podem trazer catarata e
doenças degenerativas de retina. Já existem lentes terapêuticas que
fazem essa proteção específica , principalmente em pacientes na
terceira idade e com alguns sintomas", diz o oftamologista.
A cor da lente não influi na eficácia em proteger os olhos dos
efeitos lesivos do sol. Preta, verde ou marrom, o que importa é que
elas tenham fatores de filtros específicos. "A má escolha pode
trazer perda de qualidade de visão, dor de cabeça, vermelhidão
ocular, lacrimejamento, cansaço visual e inapetência às atividades
visuais. A lente de má proteção solar expõe o indivíduo aos raios
nocivos, aumentando a incidência de catarata e doenças degenativas
de retina no futuro", completa.
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